Sempre fiel!
do Reino de Caíssa por
 
Por Fernando Melo

Joguei o Bobby Fischer, nessa sua VIII edição. Duas vezes de brancas e três de negras, já que na primeira rodada fui bye, e obtive 50% dos pontos... Coincidentemente com as brancas, joguei com adversários mais fortes, numa média de 200 pontos a mais... A foto acima, da competente Claudia Aquino, de Fortaleza, mostra minha espera pelo adversário, na noite do último sábado. Tive durante a tarde uma partida longa e trabalhosa, que foi a última a terminar na terceira rodada e que durou pouco mais de 4 horas. Menos de duas depois estava de volta ao tabuleiro, Fiquei tão excitado, sem tirar a partida da tarde da cabeça que não quis vir para casa, Preferi jantar no restaurante do hotel.

Com o passar dos anos comecei a entender que jogador amador não deve sofrer com resultado. Isso fica para profissional. O importante é jogar bem, ou tentar jogar bem. Mas, na prática, não é bem assim. Vi, por exemplo, três jogadores que não ficaram para a cerimonia de encerramento, chateados por não conquistarem os pontos que desejavam, ou esperavam. Jogaram abaixo da sua média e isso os magoou bastante.

Sei que é difícil de superar, é uma questão cultural, que envolve entre outras coisas,  a autoestima, o orgulho, a vaidade e a satisfação de ter que dar aos colegas. Precisamos mudar essa forma de pensar e agir, para o bem do nosso próprio xadrez. Uma coisa me parece certa: não existe mais adversário fraco. É errado pensar que sendo seu Elo maior, você vencerá a parida. Como é errado, você ter um Elo menor e já entrar perdido. O Elo é importante, mas, se fosse assim, Magnus Carlsen nunca perderia uma partida. E descendo para o nosso mundo, lembrem que aqui acolá, vemos um tropeço de alguém forte contra um fraco.

Portanto, devemos sempre lembrar que xadrez é prazeroso e, no meu caso, é prazeroso demais jogar a Abertura Bird  Não importa o adversário. A propósito, tenho algumas partidas jogadas ao longo do tempo, que deixaram gratas surpresas pela maneira como foram conduzidas... Jogar sem pensar em resultado, se vitória, derrota ou empate, jogar pelo prazer de jogar, é esse o caminho ideal para nós mortais. Deixemos  a tarefa de precisar vencer para os profissionais.